sábado, 10 de dezembro de 2011

Lixo eletrônico pode ser bom negócio!


Planeta Urgente

Lixo eletrônico pode ser bom negócio

José Eduardo Mendonça 

Mas taxa de reciclagem ainda é muito baixa
O lixo eletrônico vem sendo um problema há algum tempo. Alguns governos tentam fazer sua parte para lidar com milhões de produtos eletrônicos, obsoletos ou não, que são jogados fora todo ano. Programas de reciclagem podem ser comuns em cidades, mas só agora grandes empresas e líderes industriais estão se dando conta de que eles não são apenas bons para o ambiente – são também um bom negócio.
Não apenas o lixo eletrônico global cresceu 10% em 2010, como continuará a crescer pelo resto da década. Serviços de coleta deverão triplicar até 2020. Em 2011, China e Índia foram os dois maiores mercados, em termos de valor, com 24% e 22%, respectivamente. Estima-se que o lixo eletrônico compreenda entre 1%e 3% de todo lixo sólido do mundo. Apesar desta pequena proporção, ele vem recebendo muita atenção, tanto pela sua alta toxicidade quanto pelo seu crescimento rápido (duas ou três mais rápido que outros resíduos). Por causa de seu valor econômico, a reciclagem está rapidamente se tornando menos um problema ambiental e mais uma oportunidade de mercado.
Um grande fator que contribui com a reciclagem e o gerenciamento deste lixo é o aumento na popularidade de dispositivos como smartphones, tablets e laptops. Esta popularidade também alimenta novas tecnologias e versões sendo lançadas com tanta frequência, levando pessoas a comprar novos aparelhos e jogar os antigos fora. Outro fator é o reconhecimento de substâncias de valor, tais como chumbo, cobre e ouro, que são encontrados em lixo eletrônico. Estes recursos podem ser recuperados com lucro e subsequentemente reutilizados, o que faz muito mais sentido do que simplesmente jogar fora. E isso ainda contribui com a melhora do ambiente e com menos riscos à saúde humana.
In 2010, o mercado de serviços de reciclagem e reutilização ficou perto dos U$ 6.8 bilhões – o montante foi de U$ 6.2 bilhões em 2009. Qual será o crescimento do mercado em 2011 e 2012? Talvez mais acentuado. Nas vésperas do Natal, muitos aparelhos serão trocados por novo – sem qualquer necessidade, mas apenas pelo impulso do consumo irresponsável. De acordo com a Associação de Consumo Eletrônico dos EUA, os americanos agora têm aproxidamente dez produtos eletrônicos por lar, e cada um deles com um ciclo de vida cada vez mais curto. Se isto continuar, países como China e Índia irão emular este comportamento, à medida que suas populações ficam mais ricas. Ainda, só um pequeno percentual de produtos eletrônicos acaba num local de reciclagem. O resto vai para os aterros. Isto evidencia que há muitas oportunidades para quem quiser fazer um bom negócio e ajudar o planeta, diz o Industry Leader Magazine.
Foto: Bert van Dijk / Creative Commons

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